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Veludo Azul

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Outro dia conversando com um amigo sobre filmes e diretores favoritos, me dei conta de que os únicos contatos que eu havia tido com algum filme do David Lynch foi a minissérie Duna e  Twin Peaks , e eu nem estou falando do filme “Twin Peaks - O fogo anda comigo”, mas sim da série de tevê. E foi quando eu percebi que havia chegado a hora de ver pelo menos um longa-metragem desse diretor, as opções estavam entre “Veludo azul” e “Eraserhead”, mas como esse segundo é bastante experimental e eu não tenho tido estômago pra esse tipo de conteúdo, optei pelo primeiro.

Mulholland Drive

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Eu tenho minhas implicâncias com os filmes do David Lynch, não vou mentir, o excesso de conteúdo fantástico que ele coloca nas produções às vezes extrapola aquele limite que o cérebro humano consegue entender sem passar horas analisando. Digo isso com base na ultima temporada de Twin Peaks, que após quase 33 anos que a temporada dois foi lançada, essa terceira que saiu em 2017 me deixou é com mais duvidas do que respostas. Mas a review de hoje não é sobre Twin Peaks, mas é de um filme do Lynch. Á pedido de alguns amigos, que serão citados no fim da review, eu resolvi assistir “Mullholland Drive” ou “Cidade dos sonhos” como ficou conhecido aqui no Brasil. Segundo vi por ai, é considerado o filme mais ambicioso e complexo de Lynch.

Twin Peaks

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Meu primeiro contato com os filmes do David Lynch não foram muito agradáveis. Vi pedaços do complexo drama policial “Veludo Azul” e algumas partes do totalmente surreal e igualmente incomodo “Eraserhead”. Anos mais tarde tive contato com um filme dirigido pela filha dele, chamado “Encaixotando Helena”, que era tão perturbador quanto às produções de seu pai. Tendo como base essas péssimas experiências com os trabalhos do Lynch, não era de se espantar que eu o detestasse por tabela.